Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Amar é... cultivação constante

Enamorados comemoram hoje o dia dos apaixonados. Lembrei-me dos versos de Djavan que diz: ‘Por ser exato, o amor não cabe em si. Por ser encantado, revela-se. Por ser amor, invade e fim’. Penso que o sentido deles seja remeter ao amor intenso, como propuseram os escritores ultraromânticos da 2ª geração do Romantismo, lá da literatura brasileira.

Em paralelo, e pensando nas milhares de juras de amor que foram ditas ao longo do dia, questionei-me às relações entre os amantes sob a citação de Tolstói, ou seja, o fato de dizer que podes amar uma pessoa toda tua vida é o mesmo que dizer que uma vela pode queimar enquanto vives.

Razão ou sentimento?! As respostas são bem subjetivas. Na verdade, corroboro com o mestre Carlos Drummond de Andrade que diz que Amor é privilégio dos maduros. Não me refiro a idade cronológica, mas sim à evolução emocional do indivíduo que independe de faixa etária. Esta maturidade sim é o que nos guia para tomar importantes decisões na vida que são: com quem vamos passar a vida? Em que vamos investir na vida? Pelo que vamos viver na vida?

E por falar nos enamorados, na relação com outro, importante que se saiba que há grandes diferenças entre casamento e cerimônia. Um casamento de verdade não é feito por duas pessoas desfilando por uma ponte de arroz, fitas e flores. É descobrir que depois de uma vida inteira eles construíram a ponte juntos e com as próprias mãos.

Ah! E neste meio, não há espaço para repressão nem submissão e o que dizer de violência... nem física e verbal never. Neste conteúdo, ambos amantes devem ser olhados holisticamente e, especialmente no terreno feminino, ver que nós mulheres nascemos para brilhar e ter merecido lugar de destaque sim!!!!...

Que neste dia os amantes, principalmente, busquem conhecer a si primeiro (conhecer seus defeitos, neuroses, ‘ziqueziras’, e virtudes também) para, depois, conhecer, entender e buscar conviver com o parceiro. Aliás, essa postura é secular, remotamente proposta pelo oriental Lao-tzu. Comportamentos estes alimentados dia a dia.

Bom, se ‘todo dia é dia de índio’, conforme diz os versos da canção, então, percebe-se que todos os dias são dias de tudo, certo?! Portanto, são dias especiais. De fato, todo dia é dia das mães, dos pais, das crianças, de páscoa, de carnaval (e por que não?!), de renascimento (Natal), de dançar forró (especialmente aqui no Nordeste), da paz mundial, dos enamorados, enfim... diariamente precisamos repensar nossa conduta diante do próximo. Repito: relações sociais e sentimentos devem ser constantemente analisados e tratados com carinho.

Há tanta suavidade em nada dizer. E tudo se entende. (Fernando Pessoa)

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Mercado de trabalho: que vença o melhor

O sentimento de competitividade é inerente ao desenvolvimento social. Desde a concepção humana apresentamo-nos seres competitivos. Já no princípio da vida começa a disputa: que vença o mais forte, o mais ágil. E prossegue com o mais inteligente que acaba se tornando exemplo na escola. O mais bonito (a), o mais simpático (a) é mais cortejado no grupo. E por aí seguem as infinidades de características físicas, sociais, intelectuais que fazem o indivíduo sempre mais competitivo.

E tem de ser assim. Como diz o renomado cientista Charles Darwin e sua Teoria da Seletividade, tese que confirma que os melhores são àqueles adaptáveis às mutações. Semelhante a seleção natural confirmada por Darwin assim também funciona o mercado de trabalho na sociedade contemporânea.


A disputa pela vaga de trabalho é um processo natural e, portanto, extremamente necessária ao processo de aprendizagem profissional. Pois, essa exigência do mercado incentiva o candidato a buscar melhorias em suas habilidades, contribuindo assim para o aperfeiçoamento curricular. Perfis estes imprescindíveis a excelência na qualidade empresarial, meta vital ansiada pelo mercado de trabalho.

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Educação sem distância


Uma tendência da contemporaneidade é o ensino à distância. Essa modalidade de aprendizagem que parece ser recente, na verdade, vem sendo desenvolvida há um século quase. Aliás, observando melhor, a educação à distância remota aos primórdios da Era cristã, quando escrita as epístolas de São Pedro a São Paulo e demais discípulos de Cristo.

... mas, deixando um pouco a história e a origem da EaD, proeminente abordar aqui é sobre o avanço dessa modalidade de ensino. Ontem, assistindo a TV Brasil, transmitida aqui em Sergipe pelo canal 2, durante o telejornal nacional foi divulgado que houve um aumento na procura pelos cursos à distância, em torno de 11%, para ser mais precisa.

Desde a virada do milênio que a sociedade mundial vem passando por inúmeras transformações em diversos campos do conhecimento, provocados pela revolução técnico-científico e assim, apontando-nos novos desafios em nossa forma de pensar, de conhecer, de aprender a aprender. É necessário, portanto, repensar o processo educativo. Aprender hoje exige a construção de uma cultura escolar que absorva a utilização das novas tecnologias da informação e da comunicação.

Na verdade, a modalidade de Educação à Distância é norteada sob a democratização do saber. Trata-se de uma inovação educativa que tem por objetivo maior gerar condições de acesso à educação para todos aqueles que, por um motivo ou outro, não estejam sendo atendidos satisfatoriamente pelos meios tradicionais de ensino.

...e assim, o ensino à distância é uma realidade não só no Brasil, mas em todo o planeta. Além de permitir flexibilidade no horário de estudo, a relação professor/aluno torna-se mais individualizada, visto que o contato entre eles se torna direto, bidirecional, simultâneo, sem interrupções.

Aliás, com um Brasil cujas dimensões geográficas são imensas... com disparidades regionais, econômicas e políticas... com um país de incertezas, a única certeza que se tem é o conhecimento que se adquire. Então, vê-se a necessidade em se promover sim uma formação continuada.

... enfim, como diz Alvin Tofler: “o analfabeto do século XXI não será o q não sabe ler e escrever, mas o que não conseguir aprender, desaprender e reaprender”...e por aí vai.

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Florestas secundárias: eis a solução?!


Consenso entre a maioria dos ambientalistas: durante a década de 1990 quase 8% das florestas tropicais em todo o mundo foram desmatadas. Isso significa que, entre 1990 e 2000, destruíram-se anualmente 15 milhões de hectares, ou 30 campos de futebol a cada minuto. Apontado como uma das principais causas do aquecimento global, o desmatamento tornou-se o vilão-chefe da questão.

Será que o surgimento de uma floresta secundária solucionaria os efeitos de impactos ambientais?

Segundo os especialistas citados na matéria, talvez as florestas secundárias que vão renascendo em terras agrícolas devastadas pudessem substituir com a mesma eficácia a mata original, ou seja, talvez não fosse preciso tanto desespero... aparente engano: não há dúvida de que as matas secundárias absorvem CO2 da atmosfera e contribuem para frear o aquecimento global. Até aí tudo bem. Mas e a biodiversidade? “Uma floresta secundária nunca substituirá uma primária”, disse à revista a analista de biodiversidade da ONG Conservação Internacional, Thais Kasecker. “Um pasto abandonado não vai passar pelos mesmos processos naturais que uma floresta passou até chegar ao seu clímax. E sua biodiversidade nem se compara à de uma vegetação que passou milhares de anos evoluindo”.

Bom, divergências à parte, o que está em jogo aqui, essencialmente, é a sobrevivência do planeta. Então, independente de quais sejam as possíveis soluções, o melhor mesmo é que cuidemos das nossas áreas verdes, não achas?!

(Dados: Revista Istoé, 09/02/09)

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

E quem se preocupa com o Meio Ambiente?


As questões ligadas ao Meio Ambiente e sua relação com a humanidade parecem estar em desarmonia. A análise é feita sob a última enquete feita neste Blog.

A pesquisa quis saber a causa do Meio Ambiente estar sendo constantemente vítima da ação humana.

E, como já era esperado, com 36% dos votos a maioria respondeu que a sociedade atual está preocupada com outras questões. De fato. Observa-se que as relações humanas, principalmente com a natureza, não estão nas prioridades que garantam uma melhor qualidade de vida da população e o crescimento econômico-social de um Estado.

Se assim não fosse, então, como se explicaria a poluição dos recursos fluviais e a falta de uma política séria que promovesse o tratamento deles?! E a emissão desenfreada de gás carbônico à atmosfera, contribuindo também para o desmatamento da floresta Amazônica e seu ecossistema?!

A degradação ao Meio Ambiente começa desde o (aparente) banal fato de jogar um papelzinho pela janela do ônibus ou despejar resíduos sólidos em qualquer terreno. E outras centenas de atitudes (in) conscientemente cometidas pela sociedade atual.

Isso mesmo. Irresponsabilidade. Esta é a opinião para 27% dos votantes que acharam que o Meio Ambiente vem sendo agredido gradativamente porque se tornou um hábito impensado do Homem.

Pontuação semelhante votou aqueles que acham que as políticas públicas são ineficazes. Então, é hora de repensar o investimento (desnecessário) em publicidade, pois a estratégia governamental de implementar uma educação ambiental na sociedade está sendo falha.

Outros 10% nada souberam opinar. Uma pena...

A enquete durou um mês, sendo encerrada no dia 22 de novembro.

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Que venha a diversidade cultural na TV


A TV, assim como os demais meios audiovisuais, fascina pela sua sinestesia. E é por provocar essa complexidade de emoções que deve-se observar a qualidade da produção que é feita para ela.

A princípio, a mudança precisa atender à valorização cultural do país. É divulgar nossa identidade cultural. E o Nordeste é riquíssimo em seu aspecto cultural e Sergipe nem se fala. Não é só do folclore que estou falando. Sergipe é muito mais que isso. Nosso organograma cultural é um baú de idéias, projetos e ações brilhantes que vai desde destaques nas artes (em todas suas manifestações) a produções audiovisuais.

Em seguida, é preciso sim defender o fim da verticalidade na TV. Romper com o padrão televisivo que é feito no eixo Rio/SP. Fazer uma TV interativa, no qual o público possa interferir no processo e escolher, democraticamente, no que deve assistir. Uma TV não subordinada ao poder público, mas sim à sociedade civil. Afinal, o canal de TV é uma concessão pública, portanto, deve atender o anseio do povo.

As TV’s públicas, para fazer jus à sua categoria, devem, obrigatoriamente seguir essa tendência, já que a diversidade cultural não (ou raramente) se manifesta na TV comercial.

Temos cerca de 57 milhões de aparelhos de TV, situados em 40 milhões de residências no Brasil. E para muitos brasileiros, a TV é o principal senão o único meio de informação. Assim, cabe às TV’s públicas cumprir o papel de oferecer ao telespectador uma programação de qualidade e, ao mesmo tempo, provocar mudanças na produção da televisão comercial.


Outra face

No entanto, não é porque a televisão venha ser democrática e interativa que deva ser feito por qualquer pessoa. Não se pode desvalorizar a profissionalização. É preciso lembrar que as profissões são regulamentadas, com registros nos órgãos de classe. E mais: as habilitações específicas que regem a Comunicação Social são referendadas sob o ensino superior.

Se o novo comportamento anuncia o fim da verticalidade na TV e consequentemente torna democrática a produção televisiva, no entanto, tem essa questão preocupante: e como fica a situação de quem conquistou o diploma na área (profissionais em Jornalismo, em Rádio e TV, Publicidade, Relações Públicas, Arte e Design) e o registro legal nessas habilitações, o que fazer?!... Até onde vão os limites audiovisuais?...

Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Que desenvolvimento precisamos para (sobre) viver?


Fala-se muito da necessidade de aumentar o índice de crescimento no Brasil. Mas, este crescimento, mesmo se chegássemos a 5 ou 7%, quem garante que traria empregabilidade aos jovens, por exemplo?

Essa idéia de crescimento embute reduzir a vida social no econômico. E, por conseguinte, é no econômico que tudo se reduz ao financeiro. E aí é quando se percebe que o dinheiro torna-se cada vez mais invisível, onipotente, imaterial. Aliás, onde está o dinheiro? Está em tudo e ao mesmo tempo não está em nada. Apenas 26% da população usufruem dos bens e das riquezas produzidos por toda a sociedade.

Ao invés de crescimento, seria interessante talvez falar em desenvolvimento sustentável. O crescimento que desenvolva a pessoa humana em todas as dimensões sejam elas sociais, econômicas, humanas e, é claro, na natureza em sua integralidade.

Acho que estamos longe disto. A sociedade encontra-se “aprisionada” pelo econômico. Não consegue enxergar além do econômico. O financeiro manipula todas as esferas da vida social, política e cultural da modernidade. Mesmo tendo em vista que o crescimento econômico implica em mais consumo, será que a Terra vai agüentar tanto consumo?

... É como se a Terra avisasse que se consumirmos desenfreadamente, o planeta vai se acabar. Com uma diferença que a Terra se recriou várias vezes. Enquanto o ser humano que nunca foi extinto é novinho demais para suportar cataclismos.

Há quem acredite que possa surgir uma espécie pós-humana, ou seja, uma outra espécie humana que não dependa tanto da natureza e que seja diferente da espécie humana atual, humanos com chips, uma espécie de Ciborgs talvez... Ou será que estou assistindo demais produção cinematográfica científica!?...

Talvez a saída seja mostrar às pessoas que é possível viver bem, e feliz, sem ser preciso consumir tanto. O desafio é como construir uma nova arte de viver, relacionada com a mudança. É mudar, mutuamente, sociedade e indivíduo. Você muda seu modo de viver à medida que a sociedade muda e a sociedade muda na medida em que você muda. Entendeu?

Enfim, é preciso pensar uma sociedade alternativa, um outro modo de consumir, de comportar-se, de relacionar-se harmonicamente com a natureza.
Não vamos esperar para “chegar a um grande abismo”, como diz Edgar Morin. A humanidade só reage quando está caindo no abismo. Mas, será necessário chegar a uma crise tão grande, tão forte para aí sim tomar decisões!?